3 tendências para o conteúdo digital em 2018

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O ano que passou foi bem intenso para o conteúdo. O marketing de influência se estabeleceu com força e os creators assumiram papéis novos no mercado. Os podcasts começaram a sair da redoma do nicho tech-cultura-humor e chegaram aos empreendedores. Youtubers brasileiros ganharam ainda mais visibilidade, alcançando marcas relevantes até internacionalmente. Mas para onde a gente pode olhar e visualizar tendências relevantes? Confira:

1. Conteúdo se torna a base sólida de conexão para marcas

Pode parecer estranho falar sobre isso quando já estamos na era das mídias sociais há praticamente 10 anos. Mas é importante entender a diferença entre uma empresa que adota mídias sociais como uma estratégia de marketing e marcas que tratam conteúdo como algo intrínseco ao que são. Esta é a forma mais eficiente de manter contato constante com seu público para atingir os diversos objetivos da marca.

Tratar o conteúdo como cultura na empresa pode mudar tudo e afeta até a dinâmica interna com seus colaboradores, sejam do marketing ou não. É possível transformar a divulgação de processos internos em conteúdo para fornecedores e fazer um marketing B2B melhor; é viável fazer making of de lançamentos de produtos e fazer grupos focais em redes de nicho com conteúdo criativo de bastidores. Tudo pode ser conteúdo, desde que com a visão certa.

2. Micro-momentos

Expressão introduzida pelo Google, a ideia de Micro-momentos reflete a categorização de hábitos de busca que já temos há tempos, mas até então seriam pouco ou nada explorados nessa perspectiva. A ideia básica é de que micro-momentos são as situações em que, para resolver um determinado problema, fazemos buscas pelo smartphone.

Assim, quando você precisa consertar a pia, vive-se um momento “eu quero fazer”; quando está procurando um lugar pra comer perto de você, está vivendo o momento “eu quero ir”; quando quer saber quem venceu o Campeonato Brasileiro de 1980, está vivendo o momento “eu quero saber”, e quando está à procura dos preços de um produto específico, está vivendo o momento “eu quero comprar”.

Esta perspectiva reformula nosso modo de pensar títulos em blogs, vídeos do YouTube, páginas e descrições de produtos ou a presença do seu restaurante no Trip Advisor. E, a partir desses conteúdos, conectá-los ao público de forma mais direta nas buscas e, claro, Google Adwords.

3. Mecenato Digital

Um dos cases mais impressionantes de 2017 entre os criadores de conteúdo foi com o canal Pipoca & Nanquim no Youtube. Produzindo vídeos desde 2009, o trio de editores de HQs resolveu lançar sua própria editora no último ano. Colocaram na praça livros impecáveis e, firmando parcerias diretas com a Amazon, conseguiram o feito de suas publicações serem bestsellers do e-commerce em várias promoções. E em que isso é uma tendência?

Todas estas conquistas são com um canal de 100 mil inscritos. O que fez a diferença foi a fidelidade e relacionamento direto e honesto com seus seguidores. Quando soma-se uma experiência como essa ao fato de que cada vez mais artistas independentes lançam livros e HQs via financiamento coletivo, surge um novo processo de Mecenato Digital, cada vez mais forte no Brasil, um momento importante para o criador de conteúdo estabelecer novas formas de capitalizar seus projetos e ter retorno.

Fonte: Fonte: Administradores